Ceará aposta em sementes de algodão e mira 400 produtores
FORTALEZA/CE – Em evento no Palácio da Abolição, o governador Elmano de Freitas oficializou o Programa Estadual de Fortalecimento e Revitalização da Cotonicultura, que entrega sementes adaptadas à seca para municípios estratégicos e já prevê assistência técnica a cerca de 400 pequenos agricultores de Quixeramobim e Inhamuns.
- Em resumo: Estado distribui sementes de alta tecnologia e reabre caminho para o “ouro branco” gerar emprego e renda no semiárido.
Por que o algodão voltou ao radar
O Ceará chegou a ser referência nacional na fibra nas décadas de 1980/1990, mas a área plantada encolheu drasticamente com o avanço da praga do bicudo e a falta de incentivos. Dados da Pesquisa Agrícola Municipal do IBGE indicam redução superior a 90% na última geração. O novo programa procura virar esse jogo unindo sementes tolerantes à seca, assistência da Embrapa e logística garantida pelos municípios.
Segundo o secretário do Desenvolvimento Econômico, Domingos Filho, a meta é posicionar o estado para a demanda gerada pelo acordo Mercosul–União Europeia, que deve elevar a procura por algodão certificado e de baixo impacto hídrico.
“É a nossa oportunidade histórica; tudo o que produzirmos será absorvido pela indústria têxtil local”, destacou Elmano de Freitas.
Quem ganha com a retomada
Municípios de Tauá, Parambu, Arneiroz, Iguatu, Caucaia e outros 15 já integram a fase inicial. A APAECE aponta que cada hectare cultivado pode gerar até três empregos diretos e movimentar R$ 8 mil em insumos e mão de obra.

Além do impacto social, especialistas do Ministério da Agricultura lembram que o algodão faz parte de uma cadeia que inclui fiação, confecção e exportação, criando valor agregado muito acima de culturas tradicionais de sequeiro.
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Crédito da imagem: Divulgação / Governo do Ceará