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Pedidos Disparam e Senado Verifica expõe onda de deepfakes
Brasília – A poucos meses das eleições de 2026, o serviço Senado Verifica corre contra o tempo para conter a explosão de fake news que circulam nas redes. Somente em 2025, o canal quase dobrou o volume de checagens e viu crescer, como nunca, denúncias de vídeos e áudios adulterados por inteligência artificial.
- Em resumo: Atendimentos subiram 96%, agora com foco em conteúdos deepfake.
Por que o alerta ficou urgente
De janeiro a dezembro de 2025, o Senado Verifica registrou alta de 96% nos pedidos de verificação, índice semelhante ao observado pelo Tribunal Superior Eleitoral em levantamentos sobre desinformação eleitoral. A tendência preocupa porque a manipulação de voz e imagem, antes restrita a montagens amadoras, ganhou qualidade profissional graças a plataformas de IA gratuitas.
Para cada vídeo suspeito, a equipe não se limita ao carimbo “falso”: ela aponta a origem do material, explica por que a peça engana e publica tutoriais de reconhecimento de fraudes, prática que aumenta o letramento midiático do eleitor.
“Em 2025, recebemos o dobro de solicitações, a maior parte envolvendo deepfakes que tentam influenciar o voto,” informou a coordenação do canal.
Educação midiática vira arma de defesa
Além da checagem, o projeto intensificou oficinas online voltadas a escolas públicas. Segundo o relatório Media Literacy Index 2025, países que investem em educação digital conseguem reduzir em até 30% a disseminação de conteúdos falsos durante campanhas eleitorais.
No Brasil, a meta é formar multiplicadores: cada estudante recebe um guia prático para repassar em casa. A metodologia conversa com a lei 14.192/2021, que já prevê punições para quem cria ou compartilha fake news com fins eleitorais.
O que você acha? A educação midiática é suficiente para frear as deepfakes ou o país precisa endurecer as punições? Para continuar informado, acesse nossa editoria de política.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Senado
