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MP mira Matheus do BBB 26 após fala homofóbica
Rio de Janeiro (RJ) – Matheus virou alvo de uma denúncia formal ao Ministério Público depois de fazer comentários considerados homofóbicos durante uma conversa transmitida ao vivo no Big Brother Brasil 26, da Globo. O órgão vai avaliar se o participante cometeu crime equiparado ao racismo, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão.
- Em resumo: MP investiga Matheus por possível crime de homofobia dentro do reality show.
Entenda o que motivou a denúncia
Durante a madrugada, o brother usou expressão pejorativa para se referir a homens gays, o que causou imediata repercussão negativa nas redes sociais. Organizações de defesa LGBTQIA+ coletaram os vídeos, protocolando o material junto ao MP. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao menos uma agressão homofóbica é registrada a cada duas horas no país, evidenciando a urgência de responsabilização.
A criminalização da homofobia foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal em 2019, equiparando-a aos crimes previstos na Lei 7.716/1989 — a mesma que trata do racismo. Ou seja, mesmo dentro de um programa de entretenimento, declarações discriminatórias podem resultar em processo penal.
“A coisa pegou para Matheus após o brother ter comentários considerados homofóbicos dentro do BBB 26”, diz trecho da denúncia divulgada por movimentos sociais.
Consequências dentro e fora da casa
No jogo, Matheus pode sofrer punições disciplinárias internas, como advertência ou até expulsão, a depender da avaliação da produção. Fora da casa, o processo segue mesmo que ele seja eliminado ou vença o programa. Em São Paulo, por exemplo, a Delegacia de Crimes Raciais já abriu inquéritos contra ex-BBBs em temporadas anteriores.

Relatório recente do FBSP aponta que 2023 registrou 273 vítimas fatais de LGBTfobia no Brasil, reforçando o debate sobre discursos de ódio em mídias de grande alcance.
O que você acha? O reality deve expulsar participantes envolvidos em falas de ódio? Para mais notícias sobre o universo pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
