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Exército canadense testa resposta a invasão surpresa dos EUA
OTTAWA, Canadá – Em um exercício estratégico realizado recentemente, as Forças Armadas canadenses analisaram como reagiriam a uma hipotética invasão vinda dos Estados Unidos, maior parceiro comercial e militar do país, mas também dono da fronteira terrestre mais extensa do mundo.
- Em resumo: Simulação coloca tropas canadenses diante de um ataque repentino dos EUA para calibrar tempo de resposta e logística.
Por que planejar o impensável
Embora improvável, o cenário foi incluído nos jogos de guerra para testar comunicações, mobilidade e interoperabilidade das três forças. Segundo dados do Departamento de Defesa dos EUA, Washington investe mais de US$ 800 bilhões por ano em defesa, valor 20 vezes superior ao orçamento militar de Ottawa.
A análise canadense busca identificar gargalos nas vias de suprimento, sobretudo nas regiões dos Grandes Lagos e das Montanhas Rochosas, onde terrenos acidentados podem atrasar reforços vindos do leste.
“Preparar-se para cenários extremos garante soberania e mostra ao aliado que também somos capazes de responder rapidamente”, destacou um oficial envolvido no planejamento.
Quanto custa proteger 8.900 km de fronteira
A linha que separa os dois países soma 8.891 km e cruza zonas ultrafrias, florestas densas e cidades binacionais. Manter vigilância em tempo integral exige radares de longo alcance, drones de patrulha e cooperação com autoridades civis – itens que já estão no radar do governo canadense, segundo documentos públicos de defesa.

Especialistas lembram que, durante a Guerra Fria, Canadá e EUA criaram o NORAD para vigiar os céus do Ártico. A nova simulação atualiza esse propósito, agora considerando riscos híbridos que mesclam ciberataques, bloqueio de infraestrutura crítica e desinformação.
O que você acha? Exercícios como esse aumentam a segurança ou alimentam desconfiança entre vizinhos? Para mais análises geopolíticas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
