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Delcy acusa EUA de ameaçar morte e dar 15 min de ultimato
CARACAS, Venezuela – Em conversa recente com influenciadores pró-governo, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que autoridades norte-americanas teriam dado apenas 15 minutos para que ela e outros líderes chavistas aceitassem condições “inaceitáveis”, sob pena de execução, no mesmo dia em que, segundo ela, Nicolás Maduro “foi capturado”.
- Em resumo: Delcy diz que Washington impôs ultimato de 15 min e ameaçou “tiro na cabeça”.
Por que o ultimato soou como ameaça direta
De acordo com Rodríguez, a suposta proposta previa a renúncia imediata do alto escalão chavista. A vice relata que o emissário norte-americano teria ordenado: “Se não responderem em um quarto de hora, morrerão todos agora”. Embora não haja confirmação independente, o relato amplifica o histórico de tensão entre Caracas e Washington.
Documentos do Conselho de Direitos Humanos da ONU já mencionam denúncias mútuas de violações e ameaças na relação bilateral desde 2017.
“Eles apontaram armas para nossas cabeças e iniciaram a contagem regressiva de 15 minutos”, detalhou Delcy Rodríguez.
Efeito na já tensa relação Caracas-Washington
Especialistas em direito internacional lembram que os EUA mantêm sanções econômicas à Venezuela desde 2015, movimento que, segundo o Banco Central venezuelano, derrubou em 80 % as receitas do país na última década. Esse novo episódio, se confirmado, pode travar as conversas sobre alívio das sanções e reabertura comercial.

Dados da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) apontam que a Venezuela encerrou 2022 com a terceira maior inflação do planeta (234 %), cenário que torna qualquer retaliação adicional ainda mais sensível para a população.
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Crédito da imagem: Divulgação
