Raio atinge ato pró-Bolsonaro e deixa 31 feridos em Brasília
Brasília-DF – Um raio percorreu o braço metálico de um guindaste e alcançou a multidão que acompanhava o ato final da Caminhada pela Liberdade, liderada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), na Praça do Cruzeiro, no último domingo (25). O choque elétrico provocou correria e levou 31 pessoas a dois hospitais públicos, nenhuma em óbito.
- Em resumo: descarga elétrica encaminhou 20 feridos ao Hospital de Base e 11 ao HRAN; cinco precisaram de sala vermelha.
Como a descarga se propagou pelo equipamento
O temporal que atingia o Plano Piloto formou nuvens de grande desenvolvimento vertical — cenário típico para descargas na estação chuvosa. Quando o raio tocou o topo do guindaste, a corrente encontrou caminho metálico até o solo, atingindo manifestantes que aguardavam o encerramento do evento. De acordo com dados do Simepar, estruturas altas e isoladas multiplicam o risco de atração de raios em até 50 vezes.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foram acionadas em menos de cinco minutos. No Hospital de Base, dois pacientes e, no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), três precisaram de cuidados intensivos em sala vermelha, porém todos permanecem em situação estável.
“Vinte feridos deram entrada no Hospital de Base e 11 estão no HRAN. Todos estão estáveis. Não houve óbito”, detalhou o relatório médico divulgado na noite de domingo.
Contexto: capital lidera ranking de descargas elétricas
Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil registra cerca de 77,8 milhões de raios por ano, liderando o ranking mundial. O Distrito Federal, embora menor em área, concentra mais de 100 descargas por quilômetro quadrado em picos de estação chuvosa, índice que cresce em zonas urbanizadas com estruturas metálicas.

Nesses eventos, a recomendação das autoridades é afastar-se de objetos altos, desligar aparelhos eletrônicos e procurar abrigo em edificações fechadas ou veículos. A norma de segurança técnica NR-10 também exige o aterramento de guindastes em canteiros e eventos ao ar livre, justamente para dissipar a energia das descargas.
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Crédito da imagem: Divulgação