Agronegócio cearense mira salto bilionário após proposta na Alece
Fortaleza/CE – Em reunião na sede da Assembleia Legislativa, o presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri, recebeu nesta segunda-feira (data mantida) o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), José Amílcar Silveira, que entregou um pacote de propostas capaz de destravar novos investimentos no campo cearense.
- Em resumo: Plano inclui fruticultura irrigada, leite, carcinicultura e piscicultura para alavancar produção e empregos.
Por que isso importa agora
O agronegócio já responde por quase 25% do Produto Interno Bruto cearense, segundo dados do IBGE. As medidas sugeridas pela Faec pretendem ampliar irrigação em perímetros estratégicos, modernizar pequenas propriedades leiteiras e abrir linhas de crédito voltadas à piscicultura de tilápia, segmento que cresceu 16% no Estado em 2023.
Além do incremento econômico, a iniciativa busca reduzir a migração de trabalhadores do interior para a capital, criando até 20 mil novas vagas diretas nos próximos cinco anos, de acordo com estimativas da própria Federação.
“O agronegócio é uma atividade empresarial de grande importância, que bate recordes no Produto Interno Bruto do Ceará e também no PIB nacional. Hoje, é o setor que mais cresce no Brasil, seguido pela atividade turística”, afirmou Romeu Aldigueri.
Próximos passos e efeitos esperados
Entre as ações imediatas estão a criação de um grupo técnico Alece–Faec para destravar licenciamentos ambientais e a tramitação de um projeto de lei que simplifica incentivos fiscais a exportadores de frutas. Na pecuária leiteira, a aposta é ampliar o programa de compra governamental, aumentando o escoamento de produção para merenda escolar.

Setores de carcinicultura e piscicultura também receberão atenção especial. A proposta inclui ampliar a capacidade de laboratórios de pós-larvas de camarão e expandir tanques-rede em açudes públicos, iniciativas já reguladas pelo Ministério da Agricultura e que podem dobrar a produção local.
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