Washington Soares vira rio e paralisa trânsito sob chuva em Fortaleza
Fortaleza/CE – As fortes precipitações registradas na madrugada e manhã da última terça-feira (27) transformaram avenidas estratégicas da capital em verdadeiros corredores de água, travando o trânsito e surpreendendo milhares de motoristas.
- Em resumo: Avenida Washington Soares ficou submersa em trechos críticos e obrigou condutores a manobras de risco.
Volume de água bate recorde e bloqueia rotas principais
De acordo com medições da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), algumas áreas de Fortaleza receberam mais de 70 mm de chuva em menos de seis horas — valor 40% superior à média histórica para todo o dia. A falta de vazão adequada fez com que pontos baixos da Washington Soares, Aguanambi e Perimetral acumulassem lâminas de água acima do para-choque dos veículos. Em nota, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçou a orientação de reduzir a velocidade e evitar frenagens bruscas em vias alagadas.
No Centro, semáforos chegaram a apagar e geraram engarrafamentos em cruzamentos tradicionais, enquanto na Parquelândia a queda de uma árvore bloqueou parte da rua Raimundo Arruda, exigindo intervenção do Corpo de Bombeiros.
“Agentes precisaram orientar condutores para minimizar os impactos, recomendando redução de velocidade e atenção redobrada em áreas alagadas.”
Risco de enchentes e o alerta da Defesa Civil
A Defesa Civil monitora áreas próximas a canais e riachos, onde o solo já está encharcado após uma sequência de cinco dias de precipitações acima da média. Segundo o órgão, não há registro de desabrigados, mas famílias de Cajazeiras e Conjunto Palmeiras receberam instruções para acionar o 199 caso percebam rachaduras ou infiltrações nas residências.

Especialistas lembram que Fortaleza figura entre as capitais com maior suscetibilidade a alagamentos: o Atlas da Vulnerabilidade Urbana aponta que 38 % do território possui drenagem insuficiente. Projetos de microdrenagem no Papicu e Parque Santa Rosa, prometidos para 2022, seguem em execução e ainda não cobrem toda a bacia hidrográfica.
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