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Senado mira crise hídrica e sugere reservatórios grátis de 1.000 L
BRASÍLIA – Um novo projeto de lei promete virar a chave da falta d’água no Sertão e no Agreste: o Auxílio Caixa d’Água Social poderá bancar, em dinheiro ou com a entrega de reservatórios de até mil litros, famílias registradas no Cadastro Único que sobrevivem com até meio salário mínimo.
- Em resumo: proposta prioriza lares com idosos, pessoas com deficiência ou crianças de até 6 anos.
Como funciona o benefício emergencial
Inspirado no Auxílio Gás, o PL 6.384/2025, de autoria do senador Fernando Dueire (MDB-PE), define as linhas gerais do programa e delega aos parlamentares a tarefa de fixar valores e regiões contempladas. O foco é combater a “pobreza hídrica”, conceito que escancara a ausência de água potável em quantidade suficiente para higiene, preparo de alimentos e permanência digna no território.
Segundo dados do IBGE, cerca de 33 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a rede de abastecimento – cenário que tende a se agravar em comunidades rurais de clima semiárido.
“Assim como o acesso a combustíveis limpos é essencial, água de qualidade é condição mínima para saúde e alimentação”, justificou Dueire no texto de apresentação.
Por que reservatórios podem sair mais barato
O auxílio virá de duas formas: pagamento parcial ou integral em espécie, ou entrega de uma caixa d’água de até 1.000 L. Por ser um aporte pontual – diferentemente de benefícios mensais como o Auxílio Brasil – a equipe técnica do Senado estima custo menor que o do programa que subsidia botijões de gás.
Além de aliviar o orçamento doméstico, a medida mira a saúde pública. Reservatórios improvisados multiplicam doenças transmitidas por água contaminada, pressão extra sobre o SUS que, em 2023, gastou R$ 135 milhões apenas com internações por diarreia aguda.

Se aprovado, o texto seguirá para as comissões temáticas ainda neste semestre e poderá receber emendas que ampliem parcerias com estados e municípios ou incentivem a instalação de cisternas na rede de esgoto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Senado Federal
