Bomba caseira e armas: polícia mira torcidas violentas no CE
MARACANAÚ, CE – Na última terça-feira (27), a terceira fase da Operação “Apito Final” sacudiu a Região Metropolitana de Fortaleza ao cumprir 30 mandados de busca contra torcedores acusados de orquestrar brigas e planejar ataques durante partidas de futebol.
- Em resumo: celulares, HDs e armas artesanais foram apreendidos e os investigados não podem mais pisar em estádios onde joguem Ceará ou Fortaleza.
Como a “Apito Final” desmantela as torcidas
Coordenada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e pela Polícia Civil, a ofensiva encontrou provas de que os suspeitos fabricavam artefatos explosivos e usavam armas de fogo sem registro para emboscar rivais. O material recolhido — celulares, computadores e mídias externas — será periciado para mapear o comando dessas facções esportivas.
A nova etapa surgiu após a análise dos itens apreendidos em 2025, quando vídeos mostraram confrontos massivos entre torcidas de Ceará e Fortaleza em plena via pública.
“Eles poderão responder por tumulto, associação criminosa, homicídio e lesão corporal grave seguida de morte”, informou o MPCE.
Proibição de jogos e a escalada da violência
Além das buscas, a Justiça determinou que todos os alvos estão proibidos de frequentar eventos esportivos dos dois principais clubes do estado. A medida tenta quebrar o ciclo de represálias que, segundo o Atlas da Violência, faz do Ceará um dos líderes nordestinos em mortes por arma de fogo — 62 % dos homicídios registrados em 2023.

Especialistas lembram que tumultos em estádios podem configurar crime desde 2010, quando o Estatuto do Torcedor foi endurecido. A pena por promover violência em eventos esportivos chega a três anos de prisão, dobrando se houver feridos graves.
O que você acha? A proibição de acesso aos estádios é suficiente para conter essas facções? Para mais detalhes, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / SVM