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Durigan assume Fazenda; Ceron vira nº 2 mantendo ajuste fiscal
Brasília (DF) – Em plena pré-campanha de 2026, o ministro Fernando Haddad definiu sua linha de sucessão: o atual secretário-executivo Dario Durigan comandará a Fazenda, enquanto o “pai” do arcabouço fiscal, Rogério Ceron, assume a vice-liderança da pasta.
- Em resumo: Lula e Haddad optam por uma troca “puro sangue” para reforçar a mensagem de que a política de consolidação fiscal continuará intacta.
Por que a escolha acalma o mercado
A permanência de nomes que já dominam o cofre público evita sobressaltos num cenário em que a dívida bruta do país ronda 74% do PIB, segundo dados do Banco Central.
Durigan, secretário-executivo desde junho de 2023, é descrito nos bastidores como “CEO do ministério” — habilidade construída em 13 anos no setor público e na diretoria de Políticas Públicas do WhatsApp.
“A nomeação de Durigan blinda a Fazenda de pressões políticas em ano eleitoral”, avaliam interlocutores no Planalto.
Trajetórias que pesaram na decisão
Advogado formado pela USP e mestre pela UnB, Durigan foi assessor especial de Haddad na Prefeitura de São Paulo, integra o Conselho Fiscal da Vale e preside o conselho do Banco do Brasil. Já Ceron, atual chefe do Tesouro Nacional, foi um dos arquitetos do novo arcabouço que substituiu o teto de gastos.
As mudanças ainda abrem vaga para Regis Dudena na Secretaria de Reformas Econômicas, enquanto o posto de Ceron no Tesouro deve ser preenchido internamente, mantendo a lógica de continuidade.

O que muda para 2026
Com Haddad cotado pelo PT para o governo paulista, a dança das cadeiras antecipa a transição e garante que a política de ajuste — responsável por economizar cerca de R$ 28,8 bilhões em 2025, conforme o próprio Ministério da Fazenda — não seja revista durante o ciclo eleitoral.
O que você acha? A troca interna garante estabilidade ou engessa novas ideias para a economia? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Diogo Zacarias/MF
