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Ibovespa salta 45% e mira 200 mil, mas eleição ameaça
São Paulo – Após um rali de 45% nos últimos 12 meses e sete recordes de fechamento só em janeiro, o Ibovespa entra em 2026 com expectativa de romper a barreira dos 200 mil pontos. O entusiasmo, porém, convive com o temor de que a corrida eleitoral e o cenário fiscal deteriorem o humor dos investidores.
- Em resumo: queda de juros no Brasil e nos EUA impulsiona a bolsa, mas a disputa presidencial tende a ampliar a volatilidade.
Por que a Selic e o Fed viraram mola propulsora
O mercado aposta que o Banco Central reduza a Selic para 12,25% ao ano até dezembro. A estimativa se apoia no Relatório Focus e em sinalizações recentes da autoridade monetária. Juros menores barateiam o crédito e aumentam o valor presente dos fluxos de caixa das empresas listadas.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve cortou a taxa-alvo três vezes em 2025, levando o rendimento das Treasuries ao menor nível desde 2022. Esse ajuste torna ações de mercados emergentes relativamente mais atrativas — o que explica a entrada líquida de R$ 8,7 bilhões de capital estrangeiro na B3 apenas até 20 de janeiro.
“Juros mais baixos tornam outros ativos mais atrativos, como as ações. Esse é um lado importante da balança”, afirma André Galhardo, da Análise Econômica.
Eleições, Trump e risco fiscal: o freio possível
A imprevisibilidade das políticas comerciais de Donald Trump, somada à disputa presidencial brasileira de outubro, pode transformar 2026 num ano de forte sobe-e-desce. A lembrança ainda viva do recuo de 4% registrado em um único pregão após o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro reforça esse alerta.

Além disso, a dívida pública ultrapassa 76% do PIB, segundo o Tesouro Nacional, patamar que pressiona o prêmio de risco. Analistas destacam que qualquer governo eleito terá de anunciar, já em 2027, medidas de contenção de gastos para preservar o apetite estrangeiro.
O que você acha? O Ibovespa supera os 200 mil pontos ou a eleição vai segurar a festa? Para acompanhar outras análises de mercado, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / B3
