R$ 85 mil em dinheiro e armas ligam grupo a sequestro no CE
MARACANAÚ/CE – Na noite da última segunda-feira (26), a Polícia Civil desarticulou um grupo que, segundo as investigações, tentou sequestrar duas crianças de 4 e 3 anos. Na operação, oito pessoas foram levadas à delegacia, e os agentes encontraram um arsenal, além de R$ 85 mil em espécie, dentro de uma chácara em Pacatuba.
- Em resumo: armas de fogo, dinheiro vivo e um carro branco reforçam suspeita de quadrilha especializada em raptar menores.
Como o grupo se aproximava das famílias
Testemunhas relatam que os suspeitos circulavam em um carro branco e abordavam casas oferecendo panelas e colchas. A estratégia, segundo a polícia, servia para observar possíveis alvos e medir a reação dos responsáveis. Câmeras de segurança mostram o momento em que uma mulher pergunta por “a mamãe” e retorna minutos depois já tentando agarrar o menino.
O nervosismo ficou evidente quando parentes lançaram uma pedra contra o veículo, quebrando o vidro traseiro e fazendo o trio fugir. Na fuga, duas mulheres e um homem foram interceptados pela Polícia Militar ainda em Maracanaú.
“O alto poder de fogo encontrado indica planejamento e possibilidade de novos alvos”, afirmou um investigador que participa do inquérito.
Por que o caso acende alerta para pais e autoridades
Embora o Ceará não registre estatística específica de sequestro infantil, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública alerta que crimes contra crianças cresceram 16% no país em 2023. O valor em dinheiro apreendido sugere que o grupo poderia financiar deslocamentos rápidos ou até corromper vigias de condomínios, segundo especialistas.

Legalmente, os quatro presos responderão por tentativa de sequestro qualificado e associação criminosa armada – delitos que podem somar mais de 20 anos de prisão. A defesa alega ilegalidades na entrada policial na chácara e promete recorrer.
E você? Acha que a legislação atual é suficiente para coibir crimes contra crianças? Para acompanhar outras notícias de segurança, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / G1