Detentas criam máscaras que expõem identidade em ação da UFC
Aquiraz (CE) – Internas da Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes finalizaram, em 23 de janeiro de 2026, três dias intensos de oficinas de teatro conduzidas por licenciandos da Universidade Federal do Ceará (UFC). O resultado foi uma photoperformance de máscaras que escancara como cada participante se percebe – e é percebida – além das grades.
- Em resumo: máscaras personalizadas viraram símbolo de identidade e ressocialização para o grupo Falando Portugays.
Máscaras que falam mais alto que palavras
No segundo dia de atividade, cada interna recebeu uma máscara branca e o desafio: “O que ela revela sobre quem você é lá fora?”. Entre tintas, lantejoulas e miçangas, surgiram rostos que misturam coragem, dor e esperança. A composição final uniu figurinos e gestos pensados para a photoperformance, coroando o processo criativo.
O diretor Castro destaca que a ação abriu as portas da unidade para projetos que utilizam a arte como ponte de diálogo, reforçando as atividades do Mês da Visibilidade Trans. Já a produtora Gil Nogueira comemorou a chance de ampliar a temporada de espetáculos internos.
“A arte alcança todas as pessoas e atua como ferramenta de educação, expressão e ressocialização”, resume o estudante Davi Kitanda, da UFC.
Por que teatro reduz reincidência?
Pesquisas citadas pelo Inep indicam que ações educativas em presídios podem diminuir em até 29% a taxa de reincidência criminal. Ao estimular empatia e autoconfiança, atividades artísticas ainda elevam o desempenho escolar e ampliam perspectivas de trabalho pós-cárcere.

No Ceará, o encontro entre universidade e sistema prisional reforça a meta estadual de tornar 100% das unidades contempladas por projetos de educação não formal até 2030.
E você? Acredita que a arte é capaz de mudar destinos mesmo atrás das grades? Para mais conteúdos sobre iniciativas sociais no estado, visite nossa editoria Ceará.
Crédito da imagem: Divulgação / Governo do Ceará