Jade Romero alerta: silêncio fortalece agressor e amplia risco
Fortaleza, CE – Ao lançar um vídeo recente nas redes sociais, a vice-governadora e titular da Proteção Social, Jade Romero, fez um apelo direto: denunciar casos de violência contra mulheres deixou de ser opção e virou questão de segurança coletiva.
- Em resumo: Romero afirma que o silêncio empodera o agressor e cria novas vítimas.
Por que romper o silêncio é vital
Segundo a gestora, tratar agressões como “assunto de casal” normaliza o crime e coloca a vítima em perigo. O alerta ecoa dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que registrou quase 180 mil denúncias de violência doméstica em 2023.
Romero critica o ditado popular que aconselha não “meter a colher” em briga de marido e mulher. Para ela, essa lógica precisa ser “derrubada de uma vez por todas”.
“Quando há silêncio, o agressor volta ao lugar do crime, ameaça, manipula e se sente mais forte”, enfatizou a vice-governadora.
Rede de proteção e números alarmantes
O Ceará conta com a Patrulha Maria da Penha, Delegacias da Mulher e o Disque 180, mas a subnotificação ainda é obstáculo. No Brasil, uma mulher é assassinada a cada 6 horas, segundo o Atlas da Violência 2023, tornando a denúncia a primeira barreira contra o feminicídio.

A vice-governadora lembrou que a Lei Maria da Penha (2006) garante medidas protetivas e apoio psicológico, mas depende da iniciativa da vítima ou de testemunhas para ser acionada. “É a nossa voz que vai derrubar o machismo estrutural”, concluiu.
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