Piscina de luxo e 36 alvos: Operação Impacto mira facção no CE
FORTALEZA/CE – Em uma ofensiva que começou nas primeiras horas desta quinta-feira (29), a Polícia Civil do Ceará cumpriu 36 mandados de prisão contra uma facção de origem carioca espalhada por sete municípios cearenses, reforçando a pressão sobre o crime organizado no Estado.
- Em resumo: 20 ordens foram executadas dentro de presídios e outras 16 levaram suspeitos ao DRACO, um deles em casa com piscina voltada para o Rio Ceará.
Como funcionou o cerco simultâneo
Coordenada pelo Draco, a Operação Impacto mobilizou equipes em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Itapiúna, Morada Nova e Morrinhos. Segundo a investigação, o grupo mantinha hierarquia rígida e controle de pontos de tráfico nessas regiões, estratégia típica de facções que migraram do Sudeste para o Nordeste nos últimos cinco anos, apontam dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Ao todo foram cumpridos mandados de busca e apreensão que miraram não apenas endereços residenciais, mas também possíveis “quartéis-generais” usados para lavagem de dinheiro.
“Um dos imóveis tinha piscina com vista para o Rio Ceará, mostrando o padrão de vida financiado pelo crime”, detalhou um investigador que participou da ação.
Por que a operação importa para o Ceará
O Estado convive, segundo o Anuário de Segurança Pública, com mais de 2 mil mortes violentas por ano, cenário alimentado por disputas entre facções rivais. Ao neutralizar lideranças que operavam simultaneamente dentro e fora dos presídios, a Operação Impacto tenta cortar a cadeia de comando que ordena ataques, execuções e extorsões.

Especialistas lembram que operações integradas — denúncias, investigação financeira e rápidas transferências de presos — reduziram em até 30% os homicídios em áreas onde foram mantidas por mais de seis meses, tendência que a Secretaria da Segurança Pública quer repetir agora.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Civil do Ceará