Diretor do Banco Mundial aponta Fortaleza como hub digital global
FORTALEZA/CE – Na última quarta-feira (28), a Praia do Futuro recebeu a comitiva do Banco Mundial, liderada por Michel Kerf, para conhecer de perto a infraestrutura de cabos submarinos das gigantes Cirius e Telxius. A inspeção reforça o plano de transformar o Ceará em corredor internacional de dados e empregos de alta tecnologia.
- Em resumo: Banco Mundial avalia cabos submarinos que ligam Fortaleza a três continentes e projeta impacto na economia regional.
Por que a visita importa agora
Os cabos de fibra óptica instalados na capital cearense são responsáveis por até 30 Tbit/s de tráfego, conectando o Brasil à América do Norte, Europa e África. Segundo o IBGE, o setor de serviços digitais já representa 7,2 % do PIB nordestino, e a nova rodada de investimentos pode elevar esse índice.
Em linhas práticas, cada novo backbone atrai data centers, criam-se empregos qualificados e barateia a banda larga, efeito em cadeia que o Banco Mundial monitora para replicar em outras regiões.
“É o futuro. Uma economia produtiva precisa dessa capacidade, de forma inclusiva e sem ampliar desigualdades”, declarou Michel Kerf.
Desdobramentos para empresas e governo
Hugo Figueirêdo, presidente da Etice, destacou que a malha submarina fortalece o Cinturão Digital e já motivou multinacionais a instalarem data centers no Ceará. O subsecretário catarinense Emerson Luís Pereira acompanhou a visita para mapear práticas que possam ser levadas a Santa Catarina.

Nos bastidores, técnicos da Cirius exibiram salas de controle, geradores redundantes e o sistema laser que envia pulsos de luz transatlânticos a 200 mil km/s. A dimensão do cabo — pouco maior que uma caneta — surpreendeu os visitantes, lembrando que a infraestrutura invisível move a economia 4.0.
O que você acha? Fortaleza está pronta para liderar a rota global de dados? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação