Flagra no Papicu: dono de autopeças é preso por chassi raspado
FORTALEZA/CE – Um empresário de 59 anos, proprietário de uma loja de autopeças no bairro Papicu, foi detido no último sábado (31) após a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) localizar um veículo para desmonte com o chassi adulterado dentro do estabelecimento.
- Em resumo: carro com numeração raspada foi achado na oficina; dono saiu algemado por adulteração de sinal identificador.
Como a fiscalização revelou o crime
Investigadores da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) chegaram ao local durante uma operação de rotina voltada a pontos suspeitos de receptar peças ilegais. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 41 mil veículos foram roubados apenas em 2023 no país, e parte desse mercado ilícito abastece oficinas de desmanche.
No interior da loja, os agentes identificaram um automóvel aguardando desmontagem com o número de chassi parcialmente suprimido, indício de clonagem. O comerciante recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à sede da DRFV.
“O proprietário foi autuado em flagrante por adulteração de sinal identificador de veículo automotor”, informou a PCCE.
O que diz a lei e o impacto para o consumidor
Adulterar ou vender peças de veículos com identificação suprimida é crime previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de 3 a 6 anos de reclusão. Desde 2014, a chamada Lei do Desmanche (12.977/2014) exige rastreabilidade total das peças usadas, mas o Ceará ainda registra apreensões semanais de lotes irregulares.

Para o comprador final, adquirir componentes em locais sem nota fiscal pode resultar na perda do veículo e até responder por receptação. Especialistas recomendam verificar se a loja possui cadastro ativo no Detran-CE e exige documentação completa do carro de origem.
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Crédito da imagem: Divulgação / PCCE