Bebê de 1 ano morre em piscina; família corre a quartel em Caucaia
Caucaia (CE) – Um menino de apenas 1 ano e 9 meses morreu após se afogar na piscina de uma casa no bairro Icaraí, na Região Metropolitana de Fortaleza. A própria família levou a criança desacordada até o quartel do Corpo de Bombeiros na manhã de 2 de fevereiro, mas as tentativas de reanimação não surtiram efeito.
- Em resumo: afogamento doméstico mobiliza Bombeiros e acende alerta sobre segurança infantil.
Minutos cruciais: o que se sabe até agora
Segundo o Corpo de Bombeiros, um adulto e a irmã da vítima, de 13 anos, chegaram ao quartel afirmando que o garoto havia caído na piscina da residência onde a família passava o dia. As equipes iniciaram imediatamente a reanimação cardiopulmonar, mas a criança não apresentou sinais vitais. A Polícia Civil também foi acionada para investigar a dinâmica do acidente.
Uma perícia deve apontar se havia dispositivo de segurança ou barreiras físicas ao redor da piscina — itens previstos na norma técnica ABNT NBR 10.339 para reduzir riscos de afogamento infantil.
“Procedimentos de RCP foram mantidos até a chegada do socorro avançado, porém sem sucesso”, informou o Corpo de Bombeiros.
Dado alarmante: por que o afogamento ainda mata
Dados do Atlas da Violência 2023 mostram que o afogamento é a segunda principal causa de morte não intencional entre crianças de 1 a 4 anos no Brasil, correspondendo a 42 % dos óbitos nessa faixa etária. Especialistas alertam que apenas 30 centímetros de água são suficientes para um acidente fatal nesse grupo.

Em áreas litorâneas como a Grande Fortaleza, a combinação de piscinas domésticas e proximidade de praias aumenta o risco. O Corpo de Bombeiros recomenda instalar cercas de 1,20 m de altura, alarmes de superfície e manter supervisão constante, já que o silêncio é comum em afogamentos infantis.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1