Porco-espinho raro e tamanduá debilitado mobilizam PMCE
Guaramiranga e Itapiúna, CE – Em menos de 24 horas, militares do Batalhão de Policiamento de Meio Ambiente da PMCE realizaram dois resgates que chamaram a atenção no Maciço de Baturité: um quandu-de-baturité em boa forma e um tamanduá-mirim debilitado, ambos encontrados em áreas residenciais no último domingo (1º).
- Em resumo: porco-espinho foi devolvido à mata; tamanduá recebe cuidados veterinários antes de voltar ao habitat.
Como foi o resgate passo a passo
Pela manhã, moradores de Guaramiranga se surpreenderam ao ver o porco-espinho dentro de uma chácara. A equipe da PMCE usou equipamentos de contenção para evitar estresse no animal, que estava saudável e foi libertado em área afastada de moradias.
Horas depois, em Itapiúna, um tamanduá-mirim capturado por um morador precisou de atenção especial. Levado ao Sítio Tibagi, o animal foi examinado por veterinário e, em seguida, encaminhado ao Instituto Pró-Silvestre, ONG parceira da corporação, onde ficará em observação antes da reintrodução. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o protocolo de reabilitação pode levar de alguns dias a semanas, dependendo do quadro clínico.
“A recomendação é nunca tentar manejar um silvestre por conta própria; a aproximação pode ferir tanto o animal quanto a pessoa”, alertou o BPMA.
Por que mais silvestres aparecem em zonas urbanas?
Relatórios do Ibama indicam que o Ceará registrou aumento de 18 % nos chamados para resgate de fauna em 2023, reflexo direto do desmatamento e da expansão imobiliária na serra do Baturité. A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) prevê multa de até R$ 5 mil por indivíduo para quem mantém animais silvestres em cativeiro sem autorização.

Especialistas recomendam vedar frestas em residências e nunca oferecer alimento, prática que condiciona os bichos a buscarem comida fácil nas cidades – hábito que pode ser fatal para espécies como o tamanduá, vulnerável a atropelamentos.
O que você acha? A presença de animais silvestres perto de casas deve ser tratada com mais campanhas de conscientização? Para mais sobre o cotidiano no estado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / PMCE