Disney troca comando: Josh D’Amaro assume CEO em 2026
Burbank, Califórnia – A Walt Disney Company confirmou a sucessão de Bob Iger: Josh D’Amaro será o novo CEO logo após a assembleia de 18 de março de 2026, conduzindo um império de US$ 36 bilhões em parques e 185 mil funcionários.
- Em resumo: D’Amaro herda Disney em plena disputa por streaming e sob pressão de acionistas por mais lucro.
Por que a escolha foi unânime do conselho
Atual chairman da divisão Disney Experiences, D’Amaro coleciona vitórias como a abertura de Star Wars: Galaxy’s Edge e a expansão de cruzeiros. Sua gestão fez a receita operacional do segmento crescer 32 % entre 2020 e 2025, segundo dados internos enviados à SEC.
O presidente do conselho, James Gorman, classificou o executivo como a “combinação rara de inovação e disciplina”. Para analistas, o perfil de operador e contador de histórias foi decisivo em um momento em que a Disney busca integrar parques, cinema e streaming para aumentar margens de lucro. A meta é elevar o retorno sobre investimento para 15 % até 2028, número próximo ao de concorrentes como a Comcast.
“Ele demonstrou uma visão clara para o futuro da empresa e uma compreensão profunda do espírito criativo que torna a Disney única”, disse James Gorman.
Impacto em streaming, parques e investidores
Além de cuidar de 12 parques e 57 hotéis, o novo CEO terá a missão de estabilizar o Disney+, que encerrou 2025 com 150 milhões de assinantes, mas queimou US$ 1,8 bilhão em caixa no mesmo período. O dólar em alta – cotado a R$ 4,87, segundo dados do Banco Central – pressiona ainda mais custos de produção fora dos EUA.
A nomeação de Dana Walden como presidente e chief creative officer insere, pela primeira vez, uma mulher no comando de toda a estratégia de conteúdo do grupo. A executiva deverá alinhar lançamentos de franquias, como Marvel e Pixar, a cronogramas dos parques, buscando sinergia capaz de gerar receitas cruzadas que superam US$ 9 bilhões anuais, segundo o relatório anual da companhia.

Para investidores, a dupla D’Amaro-Walden sinaliza continuidade da cultura criativa de Iger, mas com foco agressivo em monetização. A assembleia de março, que também renova parte do board, será um termômetro de apoio a essa estratégia.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
