Polícia francesa invade X de Elon Musk e chama ex-CEO
PARIS – Na manhã da última terça-feira (3), agentes da unidade de crimes cibernéticos da polícia francesa, com apoio da Europol, revistaram os escritórios da rede social X, comandada por Elon Musk. A ação investiga possíveis infrações digitais que podem custar multas pesadas à plataforma.
- Em resumo: sede do X foi vasculhada e tanto Musk quanto Linda Yaccarino, ex-CEO, receberam intimação judicial.
Por que a sede do X foi alvo agora
A operação ocorre em meio à pressão da União Europeia para que redes sociais se adequem ao recém-aplicado Digital Services Act, que prevê sanções de até 6% do faturamento global para quem descumprir regras de moderação. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, denúncias de crimes virtuais saltaram 32% no último ano, movimento que tem levado autoridades globais a endurecer a fiscalização.
Fontes ligadas à investigação relatam que a polícia busca mensagens internas, relatórios de segurança e registros de usuários que possam comprovar falhas deliberadas na contenção de conteúdos ilícitos.
“A operação está a cargo da unidade de crimes cibernéticos, com apoio da Europol.”
Dois convocados e um dilema bilionário
Além da busca, o bilionário Elon Musk e a ex-executiva Linda Yaccarino foram intimados a prestar depoimento ainda neste mês. Caso fique provado que a empresa negligenciou alertas, especialistas apontam que o X poderá enfrentar bloqueios temporários na França e sanções que, em cenário extremo, ultrapassariam €1 bilhão.

Analistas recordam que, desde a compra do antigo Twitter por US$44 bilhões, Musk reduziu equipes de moderação e adotou uma política de “liberdade de expressão radical”, o que já rendeu atritos com reguladores na Alemanha, Austrália e Brasil.
O que você acha? A plataforma deve sofrer punições mais severas caso descumpra regras de moderação? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação
