Tornozeleira: 60 agentes freiam fraude na prova da PC-CE
Petrolina/PE – Ao amanhecer desta terça-feira (3), mais de 60 policiais civis dos estados do Ceará e de Pernambuco deflagraram uma operação que colocou atrás das grades candidatos suspeitos de burlar o concurso de Oficial Investigador da Polícia Civil do Ceará.
- Em resumo: candidatos foram presos, eliminaram-se as inscrições e chefes do esquema usarão tornozeleira eletrônica.
Como o golpe funcionava e quem foi alcançado
De acordo com a Polícia Civil do Ceará, o grupo instalou dispositivos eletrônicos para receber e repassar respostas em tempo real durante a prova. Os mandados de prisão e busca se estenderam a cidades do Espírito Santo, apontando a dimensão interestadual do esquema.
Além dos suspeitos ligados diretamente à fraude, três pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e comércio clandestino de anabolizantes. Celulares, notebooks e documentos foram apreendidos para perícia.
“Os candidatos identificados já estão eliminados do certame e responderão por fraude em certame público”, ressaltou a corporação.
Crime pode render até 6 anos de prisão
Fraudar concurso público é conduta tipificada no art. 311-A do Código Penal, incluído pela Lei 12.550/2011. A pena varia de 1 a 4 anos, podendo chegar a 6 se houver associação criminosa. Os detidos ficarão à disposição da Justiça após o auto de prisão em flagrante.

Para reforçar o controle, o juízo determinou o uso de tornozeleiras eletrônicas pelos chefes do esquema e pelos candidatos beneficiados. A medida cautelar permite rastrear deslocamentos enquanto a investigação avança.
O que você acha? Medidas como tornozeleira eletrônica são suficientes para inibir novas fraudes em concursos? Para mais notícias de Segurança, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação