Fraude em concurso da PC-CE: líderes caem e usam tornozeleira
Fortaleza/CE – Uma ação conjunta das polícias civis do Ceará, Pernambuco e Espírito Santo desmantelou, na última terça-feira (3), um esquema que tentava repassar gabaritos do concurso para Oficial Investigador da Polícia Civil do Ceará. Pelo menos 60 agentes cumpriram mandados simultâneos, resultando em prisões, apreensões e na determinação de monitoramento eletrônico dos envolvidos.
- Em resumo: líderes e candidatos serão vigiados por tornozeleira após flagrante de uso de tecnologia para fraudar provas.
Como funcionava o repasse de respostas
Segundo a Polícia Civil do Ceará, o grupo utilizava microtransmissores e aplicativos criptografados para enviar respostas em tempo real aos concorrentes que pagavam pelo serviço ilícito.
Petrolina, no Sertão pernambucano, era o centro operacional: dali partiam os códigos de acesso às provas aplicadas no Ceará, cruzando fronteiras estaduais em segundos.
“Os candidatos identificados como beneficiários da tentativa de fraude foram eliminados do certame.”
Impacto para o concurso e para candidatos honestos
O edital segue válido e as próximas fases estão mantidas, reforçou a banca organizadora. Houve apreensão de celulares, notebooks, uma arma e anabolizantes — indícios de que o grupo também atuava em outras frentes criminosas.
Fraudes em concursos públicos não são raras: levantamento da Febraban indica que golpes envolvendo tecnologia cresceram 34% em 2022, impulsionados por dispositivos cada vez menores e mais difíceis de detectar em salas de prova.

Além da prisão em flagrante por porte ilegal de arma, a aplicação de tornozeleiras eletrônicas aos líderes visa impedir contato com novos candidatos até a conclusão do inquérito. Quem insistir em conchavos pode ser indiciado por associação criminosa, crime que prevê pena de até 3 anos e multa.
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Crédito da imagem: Divulgação / PC-CE