PF bloqueia R$ 2,5 mi e revela 435 kg de drogas no Mucuripe
FORTALEZA/CE – Na última quarta-feira, 4, a Polícia Federal desencadeou a segunda fase da Operação Palma e expôs uma cadeia de funcionários e ex-funcionários do Porto do Mucuripe suspeita de usar a estrutura do terminal para exportar drogas. A Justiça Federal ainda congelou cerca de R$ 2,5 milhões pertencentes ao grupo.
- Em resumo: Cinco presos, R$ 2,5 mi bloqueados e 435 kg de entorpecente impedidos de sair do país.
Engenharia do embarque clandestino
Segundo os investigadores, a quadrilha atuava “por dentro” do porto, adicionando a carga ilícita a contêineres regulares que seguiriam para a Europa. Essa tática, conhecida como rip-on/rip-off, vem crescendo nos portos brasileiros; somente em 2023 foram apreendidas 90 toneladas de cocaína em terminais marítimos, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Durante os nove mandados de busca, os agentes recolheram pistolas, revólver, carabinas, espingarda calibre 12, munições, celulares e computadores. Carros de luxo, cheques e documentos bancários reforçam a suspeita de lavagem de dinheiro.
A PF identificou indícios de que o esquema operava “há vários anos” dentro do Mucuripe, aproveitando falhas na fiscalização.
Impacto milionário e próximos passos
O bloqueio de R$ 2,5 milhões mira a asfixia financeira do grupo. Especialistas apontam que congelar ativos é mais eficaz que apenas prender operadores, pois corta a capacidade de reposição de cargas – cada quilo de cocaína vale até US$ 30 mil no mercado europeu.

Os suspeitos responderão por tráfico internacional, organização criminosa, corrupção, furto e lavagem de dinheiro. A investigação continua e novos mandados podem ser expedidos para esclarecer a participação de outros elos na cadeia logística.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal