Deputada rasga pacto antifeminicídio e cobra papel da igreja
Fortaleza, CE – Na última quinta-feira (5/2/2026), a deputada estadual Dra. Silvana (PL) rasgou o documento do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio em plena sessão da Assembleia Legislativa do Ceará, alegando que o texto ignora a participação da igreja e da família no combate à violência contra mulheres.
- Em resumo: parlamentar rasga pacto no plenário e afirma que sem “Deus e família” a política pública fracassará.
Por que o gesto ecoou além do plenário?
O Pacto, lançado um dia antes pelo governo federal, ainda carece de detalhes práticos, mas já nasce como resposta à escalada de feminicídios no país. Em 2025, o Brasil atingiu 1.470 assassinatos de mulheres motivados por gênero, recorde histórico segundo dados do Atlas da Violência.
Durante o discurso, Silvana – médica e deputada desde 2015 – acusou o Palácio do Planalto de “criar uma queda de braço entre homens e mulheres” e garantiu que a ausência de entidades religiosas inviabiliza a iniciativa.
“Eu vou rasgar o pacto porque nele não incluem as igrejas”, bradou a parlamentar antes de rasgar o documento diante das câmeras.
Contexto, números e próximos passos
Especialistas lembram que o feminicídio passou a ser crime específico em 2015, mas, mesmo com a Lei Maria da Penha completando 20 anos em 2026, a taxa de mortes continua alta: são 1,36 casos por 100 mil mulheres, patamar comparável a países em conflito armado.

Para além das críticas religiosas, a ausência de orçamento definido e de integração com estados e municípios é apontada como entrave. O governo federal promete um plano operacional nos próximos 90 dias, sinalizando prioridade para monitoramento de agressores reincidentes e expansão das Delegacias da Mulher 24 h.
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Crédito da imagem: Divulgação / Alece
