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sexta-feira, março 13, 2026

INSS aponta: AgiBank liberou consignados a 2 mil mortos

INSS aponta: AgiBank liberou consignados a 2 mil mortos

BRASÍLIA – Em depoimento nesta quinta-feira (5) à CPMI do INSS, o presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, revelou que o AgiBank lidera a lista de concessões irregulares de crédito consignado: aproximadamente 2 mil contratos foram firmados em nome de aposentados e pensionistas já falecidos, gerando alerta máximo sobre falhas de checagem e potencial prejuízo bilionário aos cofres públicos.

  • Em resumo: banco é acusado de liberar milhares de empréstimos a segurados mortos, escancarando brechas no sistema.

Como o crédito “vazou” pelos filtros de segurança

De acordo com Waller, a fraude foi detectada a partir do cruzamento de bases cadastrais do INSS com registros de óbito. A análise expôs contratos ativos meses – e até anos – após a morte dos titulares, situação que contraria a Lei 10.820/2003, que exige conferência prévia de dados.

Especialistas em compliance ouvidos pela CPMI lembraram que o setor bancário adota a chamada prova de vida digital desde 2020, mas falhas de integração ainda persistem. Um relatório da Febraban ressalta que 6 % das tentativas de golpe em consignados ocorrem por “identidade assumida”, justamente o tipo de fraude envolvendo falecidos.

“O AgiBank foi quem mais liberou empréstimos para pessoas que já haviam falecido — cerca de 2 mil contratos”, afirmou Gilberto Waller Júnior.

Impacto financeiro e possíveis punições

Caso cada contrato tivesse valor médio de R$ 3 mil, o rombo imediato passaria de R$ 6 milhões, sem contar juros. Embora o montante pareça pequeno diante dos R$ 223 bilhões movimentados em consignado em 2023, segundo o Banco Central, a gravidade está na confiança do sistema.

A CPMI discute responsabilizar a instituição com base no artigo 28 do Código de Defesa do Consumidor, que permite desconsiderar a personalidade jurídica em casos de fraude. O Banco Central também pode aplicar multa de até R$ 250 mil por contrato irregular, além de exigir ressarcimento integral ao erário.

O que você acha? Falhas como essa fragilizam a credibilidade do consignado ou são “casos isolados” a serem corrigidos? Para mais detalhes, acesse nossa editoria de Finanças.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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