Prisão de membros de facções salta 113% no Ceará em janeiro
Fortaleza/CE – Dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) mostram que, em janeiro de 2026, o Ceará prendeu 160 suspeitos de integrar organizações criminosas, alta de 113,3 % ante o mesmo mês do ano passado. No total, foram 2.664 capturas em flagrante ou por mandado, avanço de 6,4 %.
- Em resumo: Região Metropolitana lidera e responde por mais que triplo de prisões ligadas a facções.
Facções avançam para além da capital
Os números revelam aceleração fora dos grandes centros. Somente em Fortaleza, o salto foi de 118,8 % (35 detidos). Já a Região Metropolitana registrou o maior índice: 204,3 % de aumento, passando de 23 para 70 prisões. No Interior Norte, o crescimento chegou a 66,7 %, enquanto o Interior Sul dobrou as capturas, de 5 para 10. Para especialistas do Atlas da Violência, a interiorização do crime é tendência nacional impulsionada por disputas de rota e logística.
Além do esforço policial, a SSPDS credita o resultado à integração de inteligência e ações ostensivas.
“Esses resultados são frutos dos investimentos do Governo do Ceará e da dedicação diária dos nossos agentes”, afirmou o secretário da SSPDS, Roberto Sá.
Contexto dos indicadores e impacto no sistema penal
A crescente repressão ocorre num estado que, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, registrou taxa de 45,8 homicídios por 100 mil habitantes em 2023, acima da média nacional (23,4). O aumento de prisões pressiona o sistema carcerário, que já operava com superlotação de 140 % em 2025, segundo relatório do CNJ.

Programas como o Ceará Contra o Crime e as Metas Integradas de Segurança Pública aceleram a captura de foragidos. Na última terça-feira (3), o governo destinou R$ 102 milhões em gratificações a agentes que bateram metas, reforçando a estratégia de premiação por desempenho.
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Crédito da imagem: Divulgação / SSPDS
