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segunda-feira, março 16, 2026

EUA ampliam quota e reduzem tarifas para carne bovina argentina a partir de 2026

O governo dos Estados Unidos autorizou, por meio de decreto assinado pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (6), a elevação temporária da quota de importação de carne bovina proveniente da Argentina. A medida estabelece o acréscimo de 80 mil toneladas métricas ao volume atualmente permitido, com vigência prevista para 2026 e aplicação de tarifas reduzidas em comparação às alíquotas tradicionais.

O texto do decreto especifica que o benefício alcança exclusivamente as “aparas” – cortes considerados menos nobres ou restos industriais de carne bovina – e ficará restrito a esse tipo de produto. O país sul-americano, comandado pelo presidente Javier Milei, fecha assim um novo capítulo de cooperação comercial com Washington ao assegurar espaço adicional para seus embarques no mercado norte-americano.

A decisão responde a negociações mantidas entre as duas administrações ao longo dos últimos meses. Até agora, a entrada de carne argentina nos EUA estava sujeita a um teto fixo e a tarifas que, segundo autoridades do setor, encareciam a competitividade do produto. Com o decreto, parte desse volume passará a ser tributado com alíquotas menores, favorecendo exportadores argentinos interessados em ampliar participação no mercado norte-americano.

Embora a liberação só entre em vigor em 2026, empresas e associações de produtores começam a ajustar estratégias para aproveitar o novo limite. Fontes ligadas à indústria frigorífica argentina consideram o acréscimo de 80 mil toneladas um passo relevante para a recuperação de fatias perdidas depois de anos de restrições sanitárias e barreiras tarifárias.

No lado norte-americano, importadores enxergam a ampliação da quota como oportunidade de diversificar fornecedores, sobretudo em segmentos que demandam matéria-prima para processamento. A exclusividade concedida às aparas reforça o foco em atender redes de fast food, fabricantes de hambúrgueres e indústrias de alimentos prontos, segmentos que tradicionalmente absorvem esse tipo de corte.

O decreto não altera as exigências sanitárias vigentes; portanto, frigoríficos argentinos continuarão sujeitos a inspeções e certificações determinadas pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O governo de Milei, por sua vez, destaca que o entendimento com Washington sinaliza confiança na qualidade sanitária da carne argentina e na política econômica adotada desde sua posse.

Até 2026, representantes dos dois países deverão manter contato para ajustar detalhes operacionais e definir como o volume adicional será distribuído ao longo do ano-base. Mesmo com o cronograma já estabelecido, o texto prevê revisão periódica do benefício, o que permitirá à Casa Branca aumentar, reduzir ou encerrar a quota caso condições de mercado ou interesses nacionais justifiquem nova avaliação.

Com informações de Direitaonline

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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