O número de queixas anônimas sobre maus-tratos a animais registradas pelo Disque-Denúncia 181 da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) saltou 65,1% em 2025, totalizando 2.839 ocorrências. A marca coloca esse tipo de crime como o segundo mais relatado no estado, atrás apenas das denúncias de tráfico de drogas.
De acordo com a SSPDS, em 2024 haviam sido contabilizadas 1.720 denúncias de violência contra animais. Com a elevação registrada em 2025, a média alcançou três casos por dia. No mesmo período, o serviço recebeu 13.282 informações sobre diferentes crimes, sendo que os maus-tratos representaram 21,4% desse volume.
Tráfico de drogas permanece líder nas queixas
O tráfico de drogas segue na primeira posição, com 4.839 denúncias no ano passado, o equivalente a 36,4% de todas as chamadas atendidas pelo 181. Em seguida, aparecem porte ou posse ilegal de arma de fogo, com 560 registros (4,2%), e crimes ambientais diversos, com 544 comunicações (4,1%).
Aumento ainda maior em janeiro de 2026
O crescimento continuou nos primeiros 31 dias deste ano. Em janeiro de 2026, o Disque-Denúncia recebeu 346 relatos de maus-tratos a animais — avanço de 133,8% em comparação ao mesmo mês de 2025, quando foram feitas 148 ligações ou mensagens sobre o tema.
Canais para denunciar
Casos de abuso ou abandono podem ser comunicados pelos seguintes meios:

- Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE): 193
- Batalhão de Polícia de Meio Ambiente (BPMA/PMCE): (85) 3101-3545 / 3101-3577
- Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA): (85) 3247-2630 – WhatsApp (85) 98439-9110
- Disque-Denúncia 181: ligação para 181 ou WhatsApp (85) 3101-0181
O delegado Wilson Campelo, titular da DPMA, destaca que a colaboração popular é determinante para responsabilizar os agressores. “Com a participação da sociedade, a delegacia consegue identificar, investigar e indiciar pessoas envolvidas em crimes de maus-tratos. Todos os casos de maior repercussão tiveram início em denúncias anônimas. Por isso, é fundamental que a população continue denunciando”, afirma.
As queixas podem ser feitas sem identificação do denunciante, e o órgão ressalta que imagens, vídeos ou qualquer prova do crime facilitam a apuração. Depois de recebidas, as informações são encaminhadas às equipes especializadas, que avaliam a gravidade e, quando necessário, acionam resgates ou solicitam mandados de busca e apreensão.
Com informações de G1
