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segunda-feira, março 16, 2026

Custos das Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina já superam 6 bilhões de euros, aponta S&P

Um relatório da agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) calcula que a organização das Olimpíadas de Inverno que ocorrerão em Milão e em Cortina d’Ampezzo, na Itália, já ultrapassou a marca de 6 bilhões de euros. Convertido pela cotação atual, o montante equivale a aproximadamente R$ 37,1 bilhões.

O levantamento, divulgado pela S&P, reúne despesas diretas e compromissos assumidos para a realização dos Jogos. Segundo a agência, o valor acumulado até o momento supera estimativas preliminares e pressiona o orçamento destinado ao evento esportivo de inverno que ocorrerá em solo italiano.

De acordo com os analistas consultados pela S&P, o patamar financeiro alcançado é considerado elevado. A avaliação indica que o total desembolsado até agora coloca o projeto no grupo das edições mais caras das Olimpíadas de Inverno já realizadas, ainda que faltem anos para a cerimônia de abertura.

O gasto superior a 6 bilhões de euros inclui obras de infraestrutura, adequações em arenas esportivas, investimentos em mobilidade e custos operacionais associados ao funcionamento do comitê organizador. A S&P destaca que ajustes no planejamento ou novos aportes governamentais podem ampliar ainda mais a conta antes do início das competições.

Especialistas da agência de risco ressaltam que o crescimento das despesas deve ser acompanhado de perto pelas autoridades italianas, uma vez que valores acima do previsto podem provocar impacto fiscal e exigir reprogramação de recursos públicos.

Até o momento, o relatório não detalha quais áreas concentram a maior fatia do orçamento, mas sublinha que transportes, hospedagem de delegações e segurança costumam figurar entre os itens de maior peso em eventos desse porte.

Os Jogos de Inverno de Milão-Cortina reunirão atletas de diversas modalidades e contarão com a participação de outras localidades alpinas italianas como sedes auxiliares. A expectativa é de que milhares de turistas circulem pela região durante o período das competições.

Apesar da projeção de receitas com turismo e patrocínios, a S&P aponta que o aumento das despesas obriga a organização a buscar equilíbrio financeiro para evitar que o custo final ultrapasse a capacidade de financiamento dos entes públicos envolvidos.

O estudo da agência não apresenta, por ora, uma estimativa revisada do gasto total até o encerramento dos Jogos, mas alerta que o volume já registrado reforça a necessidade de monitoramento constante.

Com informações de Direitaonline

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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