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Ameaça do CV força renúncia relâmpago de chefes da TUF e Cearamor
FORTALEZA/CE – Mensagens atribuídas ao Comando Vermelho (CV) circuladas nas redes sociais na última segunda-feira (09) determinaram que líderes das torcidas organizadas TUF, do Fortaleza, e Cearamor, do Ceará, deixassem seus cargos sob pena de “consequências severas”. Em poucas horas, Chiboy e Dudu anunciaram a saída, acendendo um alerta para a segurança nos próximos clássicos.
- Em resumo: Facção impôs prazo imediato, e lideranças obedeceram para evitar retaliação.
Como o ultimato chegou aos estádios
Os áudios e textos, que citavam bairros específicos da capital, proibiam não apenas confrontos entre torcidas, mas qualquer manifestação pública organizada. Especialistas em inteligência criminal lembram que o Ceará registra uma das maiores taxas de homicídio do país, 45,3 por 100 mil habitantes segundo o Atlas da Violência 2023, cenário que favorece a infiltração de facções em espaços de massa.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou que a Polícia Civil abriu inquérito e que núcleos de inteligência acompanham o caso.
“Setores de Inteligência das Forças de Segurança do Estado auxiliam os trabalhos policiais”, informou a SSPDS em nota oficial.
O que muda para torcedores e para o clássico Rei
Com a saída das lideranças, TUF e Cearamor passam a funcionar sem comando formal às vésperas do próximo Clássico-Rei na Arena Castelão. Advogados ouvidos pela reportagem lembram que, pela Lei nº 10.671/2003 (Estatuto do Torcedor), organizadas sem diretoria registrada ficam impedidas de receber ingressos ou benefícios dos clubes.

Além disso, o Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Ceará pode endurecer protocolos de revista e limitar faixas, instrumentos musicais e roupas padronizadas, medida já adotada em outros estados após episódios de violência.
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Crédito da imagem: Divulgação
