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quinta-feira, março 26, 2026

Pai leva tapas de PM na frente da escola e caso vira investigação

Pai leva tapas de PM na frente da escola e caso vira investigação

Fortaleza/CE – A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) abriu procedimento para apurar a agressão sofrida por Francisco Marden Oliveira, 31, enquanto voltava de deixar os filhos na escola, na última terça-feira (10).

  • Em resumo: vídeos mostram policial militar desferindo tapas que fizeram a vítima sangrar na boca.

Vídeo expõe abordagem violenta

Imagens gravadas por testemunhas revelam o momento em que um agente da Polícia Militar do Ceará pressiona o gesseiro, que estava de bicicleta, após ele apresentar apenas a identidade digital. A sequência inclui tapas no rosto, golpes nas costelas e nos testículos.

A corporação afirmou, em nota, que “não compactua com desvios de conduta” e promete investigação administrativa. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Ceará registrou mais de 370 denúncias de violência policial em 2023, número 18% maior que no ano anterior.

“Os policiais devem fazer isso? A segurança pública deveria preservar o cidadão, mas está fazendo o contrário”, questionou Marden.

Processo disciplinar e impacto para a tropa

Na quarta-feira (11), o advogado João Mota acompanhou a vítima à CGD, onde foi formalizada a queixa e requisitado exame de corpo de delito. Esse laudo é peça-chave para eventual procedimento criminal e para a identificação do agente envolvido.

Especialistas em direito público lembram que, em casos de lesão corporal, o policial pode responder por abuso de autoridade (Lei 13.869/2019) e ter penas que chegam a dois anos de detenção, além de expulsão da PM. O estado também pode ser obrigado a indenizar a vítima por danos morais.

Para organizações civis, episódios como este afetam a confiança da população na polícia de proximidade. Pesquisa do DataSenado indica que 62% dos brasileiros temem sofrer violência em abordagens, cenário que, segundo analistas, reforça a urgência de treinamento contínuo em técnicas de desescalonamento.

O que você acha? A atual política de formação policial evita esse tipo de excesso? Para mais análises sobre segurança pública, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / G1

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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