Granada na mão: líder do CV morre em mansão de SP sob cerco do DHPP
ATIBAIA/SP – Uma operação cerrada na manhã de 11 de outubro terminou com a morte de Breno Araújo Xavier, o “Breno Blindado”, nome de peso do Comando Vermelho procurado no Ceará por executar rivais e ordenar a morte de um advogado criminalista.
- Em resumo: alvo tentou arremessar granada, foi baleado e não resistiu.
Como a polícia chegou à mansão cercada
Equipes da 10ª Delegacia do DHPP-CE e do Desarme, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, rastreavam Breno havia meses. O cerco fechou após interceptações indicarem que ele deixara a Rocinha, no Rio, e alugara uma mansão em condomínio de luxo em Atibaia.
No momento da abordagem, o foragido reagiu. Segundo os agentes, sacou um fuzil e puxou o pino de uma granada antes de ser atingido. A ação, detalhada no relatório obtido pelo DHPP, evitou que o artefato fosse detonado dentro do imóvel.
“Ele pretendia explodir a entrada para escapar pelos fundos”, descreveu um investigador que participou da operação.
Do Ceará a São Paulo: trajetória de violência e cifras
Breno era investigado por pelo menos dois homicídios de repercussão em Fortaleza: o do personal trainer Felipe do Vale Lucena (2022) e o do advogado Silvio Vieira da Silva (maio/2023). No segundo caso, a vítima foi atraída com a promessa de receber R$ 4 mil e executada dentro do próprio carro.
A escalada de crimes atribuídos ao líder do CV vai na contramão dos esforços para conter a letalidade no estado. Em 2022, o Ceará registrou 3.299 homicídios, segundo o Atlas da Violência 2023, mantendo-se entre as cinco unidades da federação com maior número absoluto de mortes.

Investigadores apontam que Breno movimentava valores de seis dígitos mensais com tráfico de drogas e armas, parte deles destinada a faccionados presos. A mansão de Atibaia era um “ponto de apoio” para encontros com emissários paulistas e cariocas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Civil de SP
