R$33,1 mi: cearense do caso INSS suspeito de lavagem ligada ao PCC
Teresina (PI) – Uma nova frente da investigação sobre desvios no INSS passou a citar transferências de R$ 33,1 milhões que teriam sido movidas pela empresa Solução Serv e Tecnologia LTDA a um posto de combustíveis em Teresina, em operações que agora são analisadas por suspeita de lavagem de dinheiro com possível vínculo ao Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo reportou a Revista Oeste.
- Em resumo: R$ 33,1 milhões foram enviados a um posto em Teresina entre novembro de 2024 e abril de 2025; a CPMI do INSS pediu quebra de sigilos.
Entenda a dinâmica das transferências
De acordo com a apuração, as transferências realizadas pela Solução Serv foram direcionadas à Pima Energia Cegonha LTDA, responsável pelo Posto HD 07 (Posto Diamante 07), que está fechado desde a operação policial em novembro.
Os movimentos ocorreram ao longo de seis meses e hoje estão sob investigação por indícios de ocultação e dissimulação de recursos. A relatoria da CPMI do INSS, sob Alfredo Gaspar, formalizou pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal da Pima Energia, que ainda aguarda deliberação.
“Técnicos da CPMI do INSS identificaram transferências que somam R$ 33,1 milhões realizadas pela empresa Solução Serv e Tecnologia LTDA a um posto de combustíveis localizado em Teresina (PI).”
Contexto e impacto regional
A Solução Serv é vinculada a Natjo de Lima Pinheiro, que já atuou como presidente e tesoureiro da Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas (Caap), entidade investigada por supostos descontos indevidos em benefícios previdenciários. A empresa integra o conjunto de pessoas jurídicas citadas no inquérito sobre o esquema no INSS.
O montante transferido entre novembro de 2024 e abril de 2025 equivaleria a cerca de 5,19 milhões de litros de gasolina — capacidade estimada para abastecer entre 7 mil e 8 mil veículos de passeio no período.

Analistas ouvidos em levantamentos sobre criminalidade apontam que setores como combustíveis podem ser usados para movimentar e ocultar recursos por organizações criminosas; veja a avaliação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre a atuação de redes criminosas no país.
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