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Ceará tem fevereiro menos violento da série histórica; queda 31,6%
Ceará – A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que fevereiro de 2026 foi o mês com menos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) desde o início da série histórica em 2009, com uma redução de 31,6% em relação a fevereiro de 2025. O estado registrou 141 mortes no período, 65 a menos que as 206 ocorridas em 2025.
- Em resumo: Fevereiro de 2026 teve 141 óbitos por CVLI, queda de 31,6% ante fevereiro de 2025 (206 casos).
Transmissão: Band
Entenda a redução e onde ela ocorreu
Segundo a SSPDS, a queda foi resultado de ações integradas entre policiamento ostensivo e investigativo, além do uso do Sistema de Metas Integradas de Segurança Pública (Misp) e dos estudos da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).
No recorte regional, Fortaleza apresentou redução de 72,3% nos assassinatos em fevereiro de 2026 (18 casos) ante o mesmo mês de 2025 (65 casos). A Região Metropolitana de Fortaleza teve queda de 57,6%: 25 casos em fevereiro de 2026 contra 59 em fevereiro de 2025.
“Fruto da dedicação do trabalho integrado dos profissionais das forças de segurança”.
Contexto e impacto: guerras de facções e prisões
A SSPDS destacou que os municípios de Maracanaú e Maranguape não registraram CVLI em fevereiro de 2026 — redução de 100% em relação às 11 ocorrências em cada cidade no mesmo mês de 2025. Ambos estavam entre as cidades com maior número de mortes violentas em 2025.

Em todo o ano de 2025, o estado contabilizou 3.022 assassinatos, com taxa de 32,6 mortes por 100 mil habitantes — mais que o dobro da média nacional de 15,97 por 100 mil. Para comparação e contexto de longo prazo, estudos como o Atlas da Violência (IPEA) mostram como variações locais e guerras entre facções impactam fortemente as taxas estaduais.
A pasta também informou que, em 2025, foram capturados 35.458 suspeitos no estado; 2.541 prisões foram por envolvimento com grupos criminosos (aumento de 96,1% ante 2024) e 2.883 prisões por homicídio (alta de 32,5% em relação a 2024).
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Crédito da imagem: Divulgação
