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Poço suspeito a 11 km de bloco; ANP só se manifestou 7 meses
Tabuleiro do Norte (CE) – A família do agricultor Sidrônio Moreira vive em incerteza desde a descoberta acidental de um líquido com características de petróleo em novembro de 2024; a confirmação depende agora da apuração aberta pela ANP em 25 de fevereiro de 2026, sete meses após a notificação formal enviada em 24 de julho de 2025.
- Em resumo: amostra analisada por universidades indica hidrocarboneto semelhante ao da Bacia Potiguar; a família segue sem água e sem definição sobre o uso da área.
Entenda a dinâmica da suspeita e o papel da ANP
O achado ocorreu enquanto Sidrônio perfurava, em busca de água, um poço de cerca de 40 metros no Sítio Santo Estevão. Após a segunda perfuração, apareceu um líquido viscoso, escuro e com odor semelhante ao de óleo automotivo.
O IFCE de Tabuleiro do Norte encaminhou amostra ao Núcleo de Pesquisa em Baixo Carbono da Ufersa, em Mossoró (RN), que identificou uma mistura de hidrocarbonetos com propriedades muito similares ao petróleo onshore da Bacia Potiguar. A confirmação oficial, porém, depende da apuração e de análises adicionais pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
“Conseguimos perceber que realmente se tratava de uma mistura de hidrocarbonetos [tipo de compostos químicos dos quais o petróleo faz parte] muito característica, com propriedades muito similares ao petróleo da região onshore [em terra] da Bacia Potiguar”, informou Adriano Lima, engenheiro químico do IFCE.
Contexto e impacto local
O município não está inserido em bloco de exploração, mas o ponto da descoberta fica a 11 quilômetros do bloco mais próximo na Bacia Potiguar. Mesmo com identificação preliminar, a exploração só pode avançar mediante confirmação, delimitação de jazidas e eventual divisão em blocos para leilão, etapas conduzidas pela ANP.

Enquanto isso, a família de Sidrônio interrompeu a busca por água por falta de recursos e receio de contaminação do lençol freático; para abastecer, ela compra água por carro‑pipa. Os custos das perfurações anteriores foram pagos com parte das economias do agricultor e um empréstimo.
O que você acha? A prioridade deve ser proteção do lençol freático ou a investigação rápida da jazida? Para mais detalhes, acesse nossa editoria do Ceará.
Crédito da imagem: Divulgação
