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Conta de luz segue sem taxa em março; Aneel vê risco se chuvas cessarem
BRASÍLIA – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, em transmissão exibida pela Band, que a bandeira tarifária permanecerá verde em março. Para o consumidor, isso significa zero cobrança adicional na fatura num momento em que o orçamento das famílias já sente os efeitos da inflação acumulada.
- Em resumo: março chega sem taxa extra na conta de luz, mas Aneel monitora o clima para evitar nova pressão no bolso.
Por que a tarifa continua no verde?
O nível dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional subiu após as chuvas acima da média em fevereiro, reduzindo a necessidade de acionar térmicas, que geram energia mais cara e poluente. Esse alívio permite manter o custo zero adicional por quilowatt-hora, segundo a agência reguladora.
Dados da Operação do Sistema divulgados pelo Banco Central mostram que a energia responde por quase 4% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA); portanto, a manutenção da bandeira verde ajuda a conter pressões inflacionárias.
“Mesmo que as condições de geração sejam favoráveis na maior parte do tempo, pode haver despacho complementar de usinas termelétricas para garantir a robustez do sistema elétrico”, alertou a Aneel.
O que pode mudar nos próximos meses
A autarquia explica que a permanência da bandeira verde depende do regime de chuvas até o fim do período úmido, em abril. Caso os reservatórios voltem a cair, a bandeira amarela — que adiciona R$ 2,989 a cada 100 kWh consumidos — pode ser acionada rapidamente.
Outro fator em análise é o avanço de fontes renováveis, como eólica e solar, que já representam 13% da matriz elétrica nacional. Quanto maior a participação dessas fontes, menor a chance de cobrança extra futura, pois elas reduzem a dependência de hidrelétricas em anos de estiagem.

Segundo o histórico do próprio sistema de bandeiras, criado em 2015, os períodos de tarifa sem acréscimos foram majoritários apenas em 2016, 2017 e 2023. Em 2021, por exemplo, a bandeira escassez hídrica elevou a conta em R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos, recorde até então.
E você? Acredita que o Brasil já produziu energia limpa o suficiente para afastar o risco de novas bandeiras vermelhas? Para acompanhar outras análises sobre o impacto das tarifas no seu bolso, visite nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
