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Empréstimo de R$ 15 mil vira possível poço de petróleo no CE
Tabuleiro do Norte (CE) – O esforço de conseguir água no sertão levou o agricultor Sidrônio Moreira a perfurar o subsolo da própria propriedade. No lugar do recurso hídrico, um líquido escuro e viscoso emergiu, com características de petróleo, e agora é alvo de investigação da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
- Em resumo: teste preliminar indica composição idêntica ao petróleo da vizinha Bacia Potiguar.
Do sonho da água à suspeita de petróleo
Para pagar a perfuração de 40 m, Sidrônio recorreu a um empréstimo de R$ 15 mil e a suas economias. A família gravou o momento em que o líquido surgiu, crente de que era água. O alívio virou incerteza quando análises no Instituto Federal do Ceará (IFCE) e na Ufersa apontaram forte semelhança com o óleo extraído no Rio Grande do Norte.
Segundo dados da ANP, a área fica a apenas 11 km de um bloco de exploração ativo na Bacia Potiguar, responsável por 2,7% da produção nacional em 2025.
“A gente queria resolver a falta d’água, mas agora precisa saber se pode explorar esse óleo ou ao menos não contaminar o lençol freático”, afirma Saullo Moreira, filho do agricultor.
O que acontece se o petróleo for confirmado?
Pela Lei 9.478/1997, todo hidrocarboneto no subsolo pertence à União. Caso a jazida exista, o terreno poderá ser incluído em futuros leilões e o proprietário receberia apenas compensações previstas em contrato de servidão.

Mesmo que a substância seja certificada, fatores como volume, qualidade do óleo e custo ambiental definem se a exploração é viable. Estudos do IBGE mostram que 28% das moradias rurais do Ceará ainda dependem de carros-pipa, o que explica a prioridade inicial da família por água.
O que você acha? A descoberta deve priorizar a busca por água ou abrir caminho para exploração de petróleo? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / g1
