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Saída relâmpago de Julierme Sena por 120 dias sacode Câmara
Fortaleza-CE – Em sessão da última quarta-feira (4), o vereador Julierme Sena (PL) protocolou pedido de licença não remunerada de 120 dias na Câmara Municipal, alegando “interesse particular”. A decisão abre espaço para que o suplente Lael Sena assuma o mandato e, nos bastidores, joga luz sobre a estratégia do PL para ganhar fôlego eleitoral em 2024.
- Em resumo: afastamento dá vitrine a uma nova liderança e reposiciona o partido na capital.
Por que a licença muda o jogo?
Nos termos do Regimento Interno da Casa, vereadores podem se licenciar por até quatro meses sem perder o mandato, o que preserva direitos políticos e mantém a vaga sob controle partidário. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, o PL conquistou 114,9 mil votos em Fortaleza na eleição de 2020 e busca ampliar essa base.
Ao anunciar o afastamento, Julierme enfatizou que a troca “oxigena a bancada” e sinaliza renovação para o eleitorado. No curto prazo, o movimento garante ao partido duas vozes simultâneas: uma na Câmara, com Lael, e outra fora, com Julierme atuando nas articulações internas.
“Entendo que a política também se constrói dando espaço para novas lideranças”, justificou Julierme Sena durante a sessão.
Quem é Lael Sena e o que vem pela frente
Com 5.782 votos no último pleito, Lael Sena — que não tem parentesco declarado com Julierme — ganha agora quatro meses de exposição legislativa. A prática de rodízio partidário vem se tornando comum em casas municipais: somente em 2022, 11% dos vereadores brasileiros se licenciaram pelo mesmo motivo, segundo levantamento do IBGE.

Analistas locais enxergam na manobra uma tentativa de testar nomes para a chapa proporcional do próximo ano e de reforçar a marca PL junto a nichos de bairro ainda pouco explorados.
O que você acha? A estratégia de rodízio fortalece ou fragiliza a representação política? Para mais análises do cenário estadual, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação
