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Achou possível petróleo, mas ainda paga carro-pipa no CE
TABULEIRO DO NORTE/CE – Mesmo após encontrar um líquido com características de petróleo em novembro de 2024, a família do agricultor Sidrônio Moreira continua sem água encanada regular e recorre a caminhões-pipa para abastecer o Sítio Santo Estevão, a 35 km do centro do município.
- Em resumo: descoberta de óleo não livrou a propriedade da seca: o gasto com cada carregamento de água persiste mês a mês.
Por que o “ouro negro” não resolve a sede?
Embora testes apontem semelhança do material com o petróleo da Bacia Potiguar, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) ainda precisa de laudo definitivo para confirmar o achado. Até lá, qualquer exploração é proibida. De acordo com o IBGE, 23% dos domicílios do semiárido nordestino não contam com abastecimento diário, o que explica a rotina de carros-pipa na região.
A família explica que a tubulação municipal “vem fraca” e não garante sequer o consumo dos animais durante todo o mês, cenário típico do Vale do Jaguaribe.
“Qualquer coisa que desse aí servia para a gente, porque é uma calamidade muito grande de água aqui”, desabafa Sidrônio.
Endividado e à espera de respostas
Para furar o primeiro poço de 40 m, Sidrônio contraiu empréstimo em 2024. O susto veio quando, em vez de água, surgiu o líquido escuro — comemorado inicialmente como solução hídrica. Um segundo poço, mais raso, também fracassou.
O Instituto Federal do Ceará (IFCE) enviou amostras à Ufersa em Mossoró (RN) e os laudos físico-químicos reforçaram a hipótese de petróleo, mas somente um laboratório credenciado pela ANP — acionada em julho de 2025 — poderá cravar a natureza e a viabilidade econômica da jazida.

Enquanto isso, a família teme que perfurações malfeitas contaminem o lençol freático com hidrocarbonetos, agravando a crise hídrica local.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
