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Poço com líquido parecido a petróleo surge a só 40 m no Ceará
Tabuleiro do Norte/CE – Uma simples busca por água virou caso de interesse nacional depois que um líquido escuro, possivelmente petróleo, jorrou de um poço de apenas 40 metros de profundidade em Sítio Santo Estevão, zona rural do município. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) já foi notificada e avalia se a descoberta, considerada “pouquíssimo comum” por especialistas, tem viabilidade econômica ou risco ambiental.
- Em resumo: Óleo emergiu em área fora do mapa oficial da ANP, a apenas 11 km de campo explorado no RN.
Por que a profundidade chama tanta atenção?
Reservatórios da Bacia Potiguar, segundo o IBGE, costumam aparecer a centenas de metros. Encontrar indícios a 40 m indica falha geológica que “encurtou” o caminho do hidrocarboneto até a superfície, explicou o professor Hosiberto Batista, da UFC.
Sem dados sísmicos da região, não há como estimar volume nem pressão do reservatório. Caso haja extração prematura, o risco de contaminação do lençol freático aumenta e pode tornar inviável a própria captação de água que motivou a obra.
“É um achado extraordinário sob o ponto de vista geológico, mas ainda não sabemos se vale a pena produzir”, ressaltou Hosiberto.
O que pode acontecer com o produtor e a comunidade
A Lei do Petróleo (nº 9.478/1997) determina que todo hidrocarboneto pertence à União. Mesmo se confirmado, o agricultor Sidrônio Moreira não poderá comercializar o óleo; no máximo terá direito a indenização caso a área seja leiloada para empresas.

Enquanto isso, a família segue sem água encanada regular. Perfurar um novo poço exige agora licenciamento ambiental extra, porque qualquer furo mal-acabado pode criar rotas de vazamento para o petróleo atingir aquíferos. O custo médio de perfuração no semiárido, atualmente em torno de R$ 25 mil, tende a subir com as novas exigências técnicas.
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Crédito da imagem: Divulgação / IFCE
