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Erro da PM: ex-policial pega 14 anos por morte de inocente
FORTALEZA/CE – Em 5 de março de 2026, o Tribunal do Júri condenou o ex-policial militar Francisco Rafael Soares a 14 anos e três meses de prisão pelo homicídio qualificado da administradora Giselle Távora Araújo, 42, baleada depois de ter o carro confundido com o de assaltantes durante perseguição na Avenida Oliveira Paiva.
- Em resumo: disparo nas costas matou a vítima; perícia confirmou autoria do ex-PM.
Entenda a perseguição que virou tragédia
Na noite de junho de 2018, Giselle dirigia com a filha Daniella, então com 19 anos, quando uma motocicleta e, em seguida, uma viatura passaram a seguir o veículo. Achando tratar-se de um assalto, ela acelerou. A sequência de tiros terminou com um projétil de pistola atingindo-a pelas costas; o disparo atravessou o tórax.
Horas depois, as armas dos agentes foram apreendidas. Laudo balístico cravou que o tiro partiu da arma de Francisco Rafael. O agora condenado, expulso da corporação em 2020, começará a cumprir pena em regime fechado.
“Pensamos que era um roubo, por isso não paramos. Quando vi, minha mãe já estava baleada”, relembrou Daniella Távora no depoimento ao júri.
Violência policial em números
O Atlas da Violência 2023 aponta que 6% dos homicídios no país envolvem agentes de segurança em serviço; no Ceará, a proporção chega a 8%, acima da média nacional (IPEA/FBSP).

Especialistas lembram que o crime foi enquadrado como homicídio qualificado por dificultar a defesa da vítima – a mesma tese aplicada em decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça quando há disparos contra veículos sem ordem de parada clara.
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Crédito da imagem: Divulgação / Arquivo pessoal
