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Alunos que forçaram jovem com síndrome rara são transferidos
FORTALEZA/CE – Na última sexta-feira (6), a Secretaria da Educação do Ceará confirmou a transferência dos estudantes que obrigaram um colega de 16 anos a comer sete pedaços de bolo dentro de uma escola estadual no Bairro Dom Lustosa. O caso, gravado em vídeo, repercutiu nacionalmente por envolver um adolescente com Síndrome de Prader-Willi, condição que provoca fome insaciável e ganho rápido de peso.
- Em resumo: agressores mudam de escola; vítima recebe apoio psicológico e mediação familiar.
O que motivou a transferência
Em nota, a Seduc revelou que “as famílias dos estudantes envolvidos solicitaram a mudança e foram atendidas”. O procedimento seguiu o regimento interno e contou com orientação do Grupo de Segurança Escolar da Polícia Militar, que esteve na unidade logo após o episódio. Segundo dados do INEP sobre violência escolar, quase um em cada quatro alunos do ensino médio já relatou algum tipo de bullying, indicando que a prática segue sendo desafio recorrente para as redes públicas.
Além da realocação, todos os envolvidos – vítimas e agressores – passaram por rodas de conversa mediadas pela Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza, com oferta de suporte psicológico contínuo.
“As famílias dos estudantes envolvidos na agressão solicitaram transferências e foram atendidas”, informou a Seduc.
Síndrome rara agrava impacto do bullying
A Síndrome de Prader-Willi atinge cerca de 1 a cada 15 mil nascimentos, de acordo com a Associação Brasileira da SPW. A alteração no cromossomo 15 compromete centros do cérebro que regulam apetite, crescimento e desenvolvimento cognitivo. Por isso, atos de humilhação envolvendo alimentação podem trazer riscos adicionais à saúde, como crises de compulsão alimentar e agravamento de obesidade precoce.

Especialistas ouvidos em outras ocasiões afirmam que intervenções precoces – como terapia hormonal e acompanhamento multidisciplinar – são cruciais para evitar complicações como diabetes e apneia do sono. Situações de bullying, porém, tendem a afastar o aluno do ambiente escolar, atrasando ainda mais o tratamento.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
