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domingo, março 15, 2026

Podcast revela como a seca transformou a gestão de água do CE

Podcast revela como a seca transformou a gestão de água do CE

FORTALEZA/CE – Já está no ar o quarto episódio do Pode Sanear, produção da Cagece que desnuda os bastidores da distribuição hídrica do Ceará. O programa recebe Yuri Castro, presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), e detalha como a pior estiagem das últimas décadas mudou para sempre o modo como o Estado armazena, trata e entrega água.

  • Em resumo: Reserva do açude Banabuiú agora sustenta 9 sedes municipais e 38 distritos graças ao projeto Malha d’Água.

Aprendizado da seca virou modelo exportável

No bate-papo, Yuri Castro explica que a convivência forçada com longos períodos sem chuva levou à criação do Malha d’Água, iniciativa do Governo do Ceará em parceria com a Secretaria dos Recursos Hídricos. A água sai do açude Banabuiú, passa por ultrafiltração e chega potável a regiões que concentraram o maior número de colapsos hídricos durante a seca histórica de 2012-2018. Segundo dados do IBGE, 73% dos municípios cearenses estão em área de clima semiárido, o que reforça a urgência do projeto.

O presidente destaca ainda que, além de melhorar a qualidade da água, o sistema reduz em até 40% as perdas por evaporação, um ganho crucial em um território onde a temperatura média anual ultrapassa os 28 °C.

“É o principal aprendizado dessa seca passada. A água sai do açude Banabuiú, é tratada com ultrafiltração de qualidade, abastece 9 sedes municipais e 38 distritos”, resume Yuri Castro.

Gestão participativa atrai outros estados

Graças a um modelo que integra Cogerh, Cagece e comitês de bacia, o Ceará virou referência nacional. Paraíba, Piauí e Pernambuco já enviaram equipes para conhecer a estratégia que combina monitoramento em tempo real dos reservatórios, participação social e execução ágil de obras emergenciais.

Entre 2019 e 2025, o Estado investiu mais de R$ 1,1 bilhão em projetos de segurança hídrica, incluindo adutoras, dessalinizadores e a duplicação do Cinturão das Águas, instrumento que poderá ampliar em 30% a oferta para a Região Metropolitana de Fortaleza.

O que você acha? O modelo cearense deveria ser replicado em outros estados do semiárido? Para mais reportagens sobre a região, acesse nossa editoria especializada.






Crédito da imagem: Divulgação / Governo do Ceará

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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