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Meninas saltam de carro após padrasto agredir mãe em Fortaleza
Itaitinga/CE – Uma fuga dramática terminou em prisão na última sexta-feira (6) depois que duas irmãs, de 11 e 14 anos, pularam de um carro em movimento para escapar do padrasto de 36 anos, que momentos antes havia espancado e ameaçado a mãe delas.
- Em resumo: enteadas saltaram do veículo durante perseguição policial e o suspeito acabou detido no Bairro Montese, em Fortaleza.
Como a perseguição começou e terminou
A Polícia Militar foi acionada em Itaitinga após a vítima denunciar agressões e sequestro das filhas. Quando a viatura se aproximou, o motorista ignorou a ordem de parada e acelerou pela BR-116 rumo à capital, colidindo com outros carros no trajeto.
Câmeras do Núcleo de Videomonitoramento registraram toda a rota. Perto do Bairro Montese, as meninas destravaram a porta traseira, saltaram do automóvel e foram amparadas pelos agentes. O homem, ferido depois de perder o controle do veículo, foi encaminhado a um hospital sob escolta policial.
“As imagens mostram o exato momento em que as menores se jogam da porta ainda aberta, evitando um desfecho trágico”, detalhou um investigador da Delegacia de Defesa da Mulher.
Violência doméstica em números e consequências legais
Na DDM, o padrasto foi autuado por injúria, ameaça, maus-tratos, submeter criança ou adolescente a constrangimento e dano ao patrimônio; sobre a companheira, pesam acusações de ameaça e lesão corporal. Agora ele segue à disposição da Justiça cearense.
Casos assim não são isolados. Somente em 2025, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública contabilizou mais de 245 mil registros de violência doméstica no país, o que equivale a uma denúncia a cada dois minutos. No Ceará, o índice subiu 6% em relação ao ano anterior, reforçando o alerta para a necessidade de canais de denúncia e proteção imediata.

Para as vítimas, a Lei Maria da Penha (11.340/2006) prevê medidas protetivas que podem ser solicitadas em até 48 horas. Especialistas recomendam manter provas das agressões, acionar o 190 e procurar a Delegacia de Defesa da Mulher mais próxima.
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Crédito da imagem: Divulgação/SSPDS
