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Engenheiro é demitido após transformar sala de hospital em loja
Sobral/CE – Santa Casa de Misericórdia – Em decisão recente, a 2ª Vara do Trabalho de Sobral manteve a justa causa aplicada a um engenheiro civil que usava dependências do hospital para vender redes, artigos de cama e despachar mercadorias de sua própria loja, além de permitir que um subordinado morasse no local.
- Em resumo: Justiça confirmou a demissão após provas mostrarem comércio clandestino e uso indevido da estrutura hospitalar.
Como o esquema funcionava
Depoimentos de colegas e prints de conversas anexados ao processo revelaram que o engenheiro mobilizava funcionários e veículos da Santa Casa para fazer entregas particulares. Segundo relatos, ele também descumpriu normas trabalhistas básicas ao obrigar subordinados a buscar objetos pessoais fora da cidade.
Além do comércio, o profissional autorizou – sem qualquer respaldo da direção – que um empregado morasse em uma sala do hospital, onde chegou a instalar uma churrasqueira.
“Uma churrasqueira chegou a ser instalada no local”, descreveu a sentença ao destacar o desvio do ambiente hospitalar.
Por que a decisão importa
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), pouco mais de 2% das demissões registradas no Ceará em 2023 ocorreram por justa causa, indicando que a medida é usada apenas em situações consideradas gravíssimas.

No entendimento da juíza Maria Rafaela de Castro, a Santa Casa comprovou atos de improbidade e desídia que ferem o artigo 482 da CLT. O engenheiro ainda tentava reverter a penalidade alegando perseguição política, mas as provas contra ele – inclusive as apresentadas por ele próprio – foram definitivas. A única vitória parcial foi o reconhecimento de que seu salário de R$ 6 mil estava abaixo do piso da categoria, devendo o hospital pagar a diferença referente ao período trabalhado.
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Crédito da imagem: Divulgação
