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Sumiço de cearense: família pede quebra de sigilo bancário
Fortaleza/CE – Em meio à angústia que já dura dez dias, a família da psicóloga Vitória Figueiredo Barreto, 30, requisitou a quebra de sigilo bancário para analisar cada transação realizada por ela desde que chegou à Inglaterra, medida que pode revelar o paradeiro da brasileira cujo iPhone emitiu o último sinal no mar de Brightlingsea.
- Em resumo: acesso aos cartões de crédito é visto como a pista mais concreta desde o alerta de emergência enviado pelo celular da psicóloga.
Por que o extrato pode ser decisivo
Ao rastrear compras e saques, a família espera identificar deslocamentos, companhias e horários que não aparecem nas câmeras de segurança divulgadas pela polícia britânica. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), detalhes financeiros costumam acelerar até 30% a localização de pessoas desaparecidas em investigações com cooperação internacional.
Vitória foi vista pela última vez em 3 de março ao deixar uma universidade em Colchester e embarcar num ônibus rumo às docas. O trecho final, captado por câmeras de rua, termina antes de a jovem desaparecer na zona portuária.
“O último sinal de localização do iPhone dela indicou uma posição no mar, o que levanta preocupação de possível sequestro ligado a tráfico humano”, relatou a amiga Fernanda, que recebeu o alerta automático.
Desaparecimentos em números e a lei brasileira
Mais de 71 mil pessoas foram registradas como desaparecidas no Brasil em 2022, mostram dados do FBSP. Desde a criação da Lei 13.812/2019, que instituiu a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, instituições financeiras podem ser acionadas para compartilhar informações em casos que envolvam risco à vida.

Na frente diplomática, o Itamaraty confirma que o Consulado-Geral em Londres acompanha a apuração e presta suporte à família, mas mantém sigilo sobre detalhes, em conformidade com tratados internacionais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Arquivo pessoal
