52 anos de prisão por atirar em PMs: júri sacode Banabuiú
Quixadá/CE – Em decisão que repercute em toda a região Centro-Sul, o Tribunal do Júri de Quixadá condenou, na última quarta-feira (04/02), Francisco Gustavo da Silva Lima a 52 anos de reclusão pelas três tentativas de homicídio contra policiais militares durante uma perseguição em Banabuiú, em agosto de 2021.
- Em resumo: réu pegou 52 anos após abrir fogo contra três PMs e só não matou porque eles se protegeram atrás da viatura.
Como a fuga virou confronto armado
Segundo o Ministério Público do Ceará, Francisco e um comparsa – que acabou morto no tiroteio – haviam roubado uma motocicleta em Solonópole. Quando a dupla foi interceptada na BR-122, reagiu com vários disparos. Os policiais só escaparam ilesos porque usaram a própria viatura como escudo.
A acusação sustentou a qualificadora de agir para garantir a impunidade de outro crime e o fato de as vítimas serem agentes da lei. O conselho de sentença acolheu integralmente o pedido do MP.
“Foram mais de 50 anos de pena porque cada tentativa de homicídio foi considerada duplamente qualificada”, explicou o promotor Bruno Barreto durante o julgamento.
Violência contra agentes: dado nacional preocupa
Casos como o de Banabuiú não são isolados. O Atlas da Violência 2023 mostra que 228 policiais foram assassinados no Brasil em 2022, cenário que manteve o país entre os mais perigosos para profissionais de segurança.

Para especialistas, sentenças duras servem como recado de intolerância ao ataque contra servidores públicos. No Ceará, crimes contra a vida de agentes de segurança são julgados com prioridade desde a Lei 13.142/2015, que também agrava a pena quando o fato ocorre no exercício da função.
O que você acha? Condenações severas podem inibir ataques a policiais? Para acompanhar outras notícias de segurança, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
