Renault reage às chinesas e promete 36 novos elétricos até 2030
Paris/França – Sob pressão de marcas chinesas de baixo custo, a Renault lançou o plano “futuREady”, que prevê vender 2 milhões de veículos até 2030, sendo metade em países fora da Europa e, globalmente, com forte peso de carros elétricos e híbridos.
- Em resumo: 100% das vendas europeias devem ser eletrificadas e 50% fora do bloco seguirão o mesmo caminho.
Por que acelerar agora?
A ofensiva chinesa, liderada por BYD e Chery, reduziu margens e participação de mercado na Europa e no Brasil. Dados da IBGE sobre produção industrial apontam que a fabricação de veículos eletrificados no país cresceu 36% em 2023, sinalizando demanda crescente.
No mercado brasileiro, a Renault despencou de 9% para 5,1% de participação desde 2019. A chegada do híbrido Koleos, com 245 cv, marca a primeira resposta concreta da montadora à invasão asiática de SUVs.
“A Renault pretende que 100% de suas vendas na Europa sejam de veículos eletrificados”, reforçou Fabrice Cambolive, diretor-executivo da companhia.
Nova safra de modelos e foco fora da Europa
Serão 36 lançamentos em cinco anos, 14 deles direcionados a mercados emergentes. Quatro estreiam na Índia, começando pelo SUV compacto Bridger em 2025. A guinada internacional retoma territórios abandonados na era “Renaulution”.

Especialistas veem a estratégia como tentativa de proteger rentabilidade. Segundo a Agência Internacional de Energia, carros elétricos já respondem por 14% das vendas globais; a Renault quer capturar esse fluxo antes que incentivos caiam nos EUA e na Europa.
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Crédito da imagem: Divulgação
